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Servir às pessoas e fortalecer as organizações sociais.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

EMEF David Canabarro: sessão da Câmara na 6ª “Prefeitura Mais Perto”


A professora Fernanda, diretora desta escola, fez uma fala na sessão de abertura nesta 6ª edição do programa Prefeitura Mais Perto, destacando a relação pedagógica da comunidade territorial do entorno sendo acolhida pela comunidade escolar. Dizia que valia a pena os alunos, os professores e servidores da escola alterarem a cotidiana rotina escolar para um outro e importante aprendizado de cidadania, citando Edegar Morin. O vereador Patrício, falando em nome da presidência da Câmara, desafiou a cada aluno abordar os servidores e gestores ali estavam para saber quem são e o que fazem, no sentido de ampliar a compreensão do alcance desta programação que oportuniza o acesso imediato do cidadão a vários serviços públicos. 
Ou seja, esse tema do exercício da cidadania como um processo de aprendizado é um eixo fundamental nos mandatos dos vereadores, em particular, aos vereadores do Partido dos Trabalhadores. Para mim que convivo nesta região territorial há cerca de 40 anos, espaços públicos como esta escola revivem lembranças que povoam minha memória das lutas pela moradia e pelas condições de habitabilidade, dentre estas o acesso à escola, nesta região noroeste de Canoas. No filme dos 34 anos de caminhada do David Canabarro, relembro a luta inicial dos Clubes de Mães das Comunidades Eclesiais de Base realizando abaixo-assinados, manifestações públicas e agendando reuniões com os gestores da época para que seus filhos tivessem acesso à educação básica. Destaco aqui presente Dona Generosa dos Santos, que na época foi uma protagonista e viu praticamente todos os seus seis filhos, aqui serem alfabetizados e realizarem seus primeiros anos de aprendizado.
Este terreno em que a administração municipal do então prefeito Cláudio Schultz se situa numa nesga de terra em uma área regularizada do bairro Mathias Velho, junto a Rua Florianópolis que se tomarmos da Rua Livramento até a Rua São Sepé, são hum mil metros de extensão por 50 metros de largura. No entanto, ao norte desta área, temos 50 mil metros quadrados da Vila União dos Operários com seus 1.227 lotes e ao sul, a Vila Sano Operário com seus 112 hectares e 3.342 lotes, sem contar a Vila Natal. Ou seja, mais de cinco mil famílias chegaram aqui neste território no período entre os anos de 1980 e 1986, exigindo que os gestores da educação pública estadual praticamente duplicassem o espaço das escolas São Francisco, Tereza Francescutti e Guilherme de Almeida; e, os gestores municipais construírem três novas escolas na região (Thiago Wurth, João Paulo I e David Canabarro), além de incentivarem a comunidade Luterana, a instalar duas escolas comunitárias: Santa Cruz e São Mateus.
A EMEF David Canabarro inicia com meia dúzia de sala de aula, das quais ainda hoje se conservam três, evidentemente com suas múltiplas reformas. Após uma década, outra meia dúzia de salas de alvenaria foram construídas para aulas e serviços administrativos. Iniciando a terceira década de existência, um prédio de alvenaria de dois andares perfazendo hoje a escola com vinte salas, 17 destas para atividades de aprendizagem para os alunos e 3 de atividades meio. Mas, foi após 30 anos de existência que receber em 2015 uma bela cancha coberta, a qual possibilita com qualquer tempo a realização das atividades esportivas, de lazer e integradoras da comunidade escolar. É preciso que se destaque os avanços das últimas duas gestões não só em termos de inovações pedagógicas, mas também em relação ao uniforme, ao material didático e à merenda escolar. Porém, no território houve nos últimos anos melhorias como o asfaltamento de todas as ruas, fato que interfere diretamente na qualificação da vida do aluno desde sua casa, na rua e no interior da escola em termos de aprendizagem. Deixar de habitar um local e transitar em uma rua com pó no verão e barro no inverno é bem diferente de conviver com ruas asfaltadas e terrenos regularizados, assim como, impacta de modo diferenciado em termos de saúde, auto-estima e qualidade de vida no ambiente escolar.
Enfim, processos das gestões anteriores como Orçamento Solidário (2001-2008) Orçamento Participativo, Prefeitura na Rua e Plenária de Serviços (2009-2016) e, na gestão atual, o Prefeitura Mais Perto são momentos que dinamizam a cidadania, conectando o cotidiano do cidadão ou do aluno com as funções e serviços públicos com seus gestores. Por isto, par nós da bancada do PT, ter mais ou menos ações e processos voltados a participação cidadã é um eixo fundamental de louvar ou criticar as gestões públicas. Lamentamos que esta gestão tenha atuado para enterrar instrumentos como o Orçamento Participativo, Congresso da Cidade, Plenária de serviços, Audiência aberta com o prefeito. Reconhecemos a importância, com elementos inovadores do Prefeitura Mais Perto em relação à Prefeitura na Rua. Porém, no conjunto do Sistema Público de Participação Cidadã que havia na gestão passada, o Prefeitura Mais Perto” e o “Prefeitura Tá na Área” com uma preocupação em atender necessidades imediatas individuais ou de melhorias na infraestrura pública, o que um serviço público correto e importante, permanece muito aquém do que compreendemos como uma política de participação cidadã, tanto na quantidade quanto na qualidade.  
(EMEF David Canabarro, 26/set/2019)

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Artigo: Vila União dos Operários, Canoas, RS: luta por moradia e habitabilidade (1980-2014)

O estudo tem como objeto as lutas por moradia e melhores condições de habitabilidade ocorridas em Canoas, RS, entre 1980 e 2014. Centra a atenção no processo histórico da ocupação de terreno pertencente a um Jóquei Clube, localizado no Bairro Mathias Velho, dando origem à Vila União dos Operários. Foram 34 anos de luta, por parte dos moradores, que passaram de ocupantes a proprietários de seus lotes. Para dar conta da pesquisa, foram utilizadas fontes escritas e orais, estas produzidas a partir de grupos focais. Teoricamente, o trabalho fundamenta-se em pressupostos da História Social e História Urbana e na Sociologia e Antropologia urbanas, dialogando por meio do conceito de memória social. Constatou-se, a formação de um movimento social de luta que culminou com a posse legal de um território urbano, a partilha dos lotes e a presença de sociabilidade na construção de equipamentos urbanos e de moradias.
Palavras-chave:Vila União dos Operários; Luta por moradia e habitabilidade; Movimento social

https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/Memoria/article/view/13333/8645

Monografia: MEMÓRIA SOCIAL DAS LUTAS PELA MORADIA NAS NARRATIVAS DOS MORADORES DA VILA UNIÃO DOS OPERÁRIOS – CANOAS/RS

O presente trabalho investiga, no campo da memória social e da sociologia, como os moradores da Vila União dos Operários dão conta do movimento social de luta pelo acesso à moradia e das mobilizações por melhores condições de habitabilidade ocorridas entre 1980 e 2014. São utilizadas categorias de análise sociológica como ator social, força social, exclusão social, resistência e identidade coletiva para compreender as dinâmicas deste movimento social. No campo teórico da memória social, os conceitos de enquadramento da memória, memórias organizadoras, memórias factuais, identidade social e trabalho de memória são as categorias, dentre outras, que conduzem esta investigação, confirmando a hipótese de que as memórias que povoam abundantemente as narrativas destes moradores estão ancoradas em eventos e acontecimentos que permitem compreender as dinâmicas deste movimento social. As memórias produzidas pelas falas dos atuais moradores são conduzidas e confrontadas com dados de fontes documentais primárias recolhidas junto à comunidade e suas organizações sociais, dentre outras, a Associação de Moradores da Vila União dos Operários – AMVUO e a Associação da Horta Comunitária União dos Operários – HOCOUNO. Os resultados deste trabalho, em particular, a reconstituição detalhada desse movimento social ancorado nas lembranças dos moradores como atores sociais e a produção de uma exposição visual com 10 banners utilizando fotos e documentos de seus principais eventos e acontecimentos, pretendem ser uma contribuição às ações das linguagens culturais desenvolvidas no Ponto de Cultura da HOCOUNO, em particular do desenho, fotografia, música, vídeo e teatro.
Palavras-Chave: memória social, memórias organizadoras, trabalho de memória, movimento social e identidade social.
https://biblioteca.unilasalle.edu.br/docs_online/tcc/mestrado/memoria_social_e_bens_culturais/2015/ifiorotti.pdf

terça-feira, 24 de setembro de 2019

O minuto de silêncio que não foi possível


(Publicado no Diário de Canoas em fevereiro de 2017)
            A convalescência e morte de Marisa Letícia Lula da Silva oportunizaram manifestações contraditórias de memória coletiva brasileira. Houve gestos de solidariedade de personalidades públicas - ex-presidentes e o atual presidente da república, dentre outros –, de líderes e militantes sindicais e partidários com os quais Marisa foi liderança seminal. Os meios de comunicação repercutiram a dor e o luto desta finda trajetória histórica que enriqueceu o movimento social.
No entanto, indignas manifestações de ódio, rancor e ressentimento inundaram as redes sociais, comemorando a sua partida como um expurgo social.  Muitas dessas, justificadas em nome de Deus e de princípios cristãos. Ora, os princípios cristãos não pregam a tolerância, a paz e a solidariedade para estes momentos? Deriva da sabedoria bíblica a máxima popular: “Deus condena o pecado, mas ama o pecador”. A reação do Papa Francisco foi contundente: “Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”.
Espero que tenha sido uma exceção e não uma regra o que ocorreu na sessão legislativa canoense do dia 7 de fevereiro, quando a vereadora Maria Eunice, com o apoio dos vereadores da bancada do PT, propôs um respeitoso minuto de silêncio. Em ato inédito, o presidente não acolheu a solicitação e a colocou em debate e deliberação do conjunto dos vereadores. Após 40 minutos, uma maioria de nove a sete impossibilitou o ato. Este debate está postado no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=hfTJwVpBVAo.
Argumentos de disputa de posição política ou de intolerância social não dão conta deste fenômeno. Identifico uma perda dos valores próprios do luto e da tradição representativa de legisladores em solidarizarem-se com os milhões de brasileiras e brasileiras que sofreram a perda desta mulher, esposa, sindicalista, militante política e ex-primeira dama por oito anos da república brasileira!
Ivo Fiorotti, vereador, teólogo e mestre em Memória Social e Bens Culturais.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

2015 - Frei Betto, Leonardo Padura e as bem-aventuranças

     Os escritores Frei Betto e Leonardo Padura são daqueles que não esconderam as mazelas da luta interna das esquerdas socialistas. Através deles conhecemos mais detalhes do emblemático assassinato de Leon Trotski, a mando de Stalin. Suas vidas, falas e escritos permanecem sendo alimentos saborosos, de pão e beleza, que mantêm vivos os sonhos e a luta cotidianamente construída dos militantes da civilização humanitária. Nós, os filhos da utopia da vida em abundância e feliz, includente de todos, com todos e para todos.
         Iniciei minha militância política em ambiente universitário ouvindo de muitos colegas de esquerda que nós “igrejeiros” não éramos confiáveis. Nos jogavam na cara que os frades dominicanos possibilitaram a prisão de Carlos Marighela. Alguns falavam de traição. Foi Frei Betto quem nos desvendou estas mentiras inicialmente disseminadas para dificultar a união das esquerdas com os textos Cartas da Prisão e Batismo de Sangue, revelando a barbárie da ditadura e a perseverança dos militantes pela democracia. Seus escritos ajudaram a criar o espaço de diálogo e coesão no campo da esquerda. Foi um dos que contribuiu com a união de militantes das igrejas cristãs, do sindicalismo e dos grupos marxistas, no final da década de setenta e início de oitenta. Participou da construção de ferramentas como a Central Única dos Trabalhadores, o Partido dos Trabalhadores e tantas organizações do movimento popular e social do Brasil recente.
         Já na década de sessenta aprendeu a indignar-se com a desigualdade social produzida pelo capitalismo. Militante da juventude estudantil de inspiração francesa, bebeu das fontes de Jesus Cristo e de Karl Marx. Fé e coerência histórica com os excluídos sustentaram a resistência no cárcere dos anos setenta. Agentes de pastoral, profissionais liberais, militantes comunitários e sindicalistas passaram a lotar auditórios para beber de suas reflexões atualizadoras. Sua vida, escritos e falas fortaleceram os que lutam pela superação das desigualdades e exclusões. 
         Ao ler “O homem que amava os cachorros” de Padura, mais do que rememorar as artimanhas do assassinato de Trotsky, identificamos os desejos e as ações cotidianas que alimentam e fortalecem nossa incessante luta emancipatória. Que honra tê-los juntos, no dia 29 de junho na feira do livro, nesta cidade canoense que inclui com inovação e participação. Para mim, será a oportunidade de ouvir a voz deste Padura tenho ouvido pelos seus escritos e reouvir as falas de Frei Betto. Em especial, a versão das oito bem-aventuranças do eterno Nazareno, traduzidas nas vias sempre atuais dos que querem buscam ser felizes.


Ivo Fiorotti, vereador e Mestre em Memória Social e Bens Culturais.

2016 - Carta aos Moradores da Santo Operário e União dos operários

Canoas, setembro de 2016.

Prezado (a) morador (a),
       
        Sou vereador e candidato à reeleição. Tomo a liberdade de pedir-te um voto de confiança a ti e a teus familiares para mais quatro anos na Câmara de Vereadores, sob o número 13114. Para manter as conquistas e continuar as mudanças, apoio Beth Colombo e Mario, número 10.
 Tenho orgulho de minha história comunitária como frei capuchinho nos anos oitenta na luta pela moradia junto ao povo das vilas. Nos anos noventa, continuei militando pela ampliação dos serviços públicos. Moro na vila União dos Operários. Agora, tendo dois mandatos na Câmara de Vereadores, sou reconhecido como o Vereador da Participação!
Mobilizei a União dos Operários, a Santo Operário e outras vilas que conquistaram no Orçamento Participativo o asfaltamento das ruas e a regularização fundiária com a escrituração dos terrenos.  Dentre as propostas para um novo mandato, acrescento a luta pela melhoria das calçadas e a organização da Central de Prestação de Serviços para trabalhadores autônomos.
Com o lema de “representar as pessoas e fortalecer as organizações sociais” sou o vereador que tem 42 leis aprovadas pelos vereadores e sancionadas pelo executivo. Tenho o maior número de leis sancionadas nestes dois últimos mandatos. Sou Líder de Governo na Câmara de Vereadores por três anos, defendendo e articulando a aprovação dos projetos do prefeito Jairo Jorge junto aos vereadores.
Quero ser vereador por mais um mandato. Se já tive a oportunidade de te pedir pessoalmente o voto, peço-te novamente.  Se ainda não tive esta oportunidade, peço-te agora com carinho e humildade o teu voto, Ivo Fiorotti, número 13114. Merecendo teu apoio, peço-te para que me recomendes aos teus familiares e amigos. Assim, estarei novamente na Câmara para apoiar e defender o futuro governo Beth Colombo e Mário Cardoso, número 10.
Meus sinceros abraços e muito obrigado!

Vereador Ivo Fiorotti

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Breve histórico de Mario Antônio Dhein – Líder Comunitário 2014

O administrador de empresas, Mario Antônio Dhein, nasceu em Ijuí e desde cedo demonstrou interesse pelo auxílio a comunidades. Seu Mario se tornou líder estudantil no quinto ano do primário, quando estudou no grupo escolar Rui Barbosa. Logo depois, ajudou a criar o Grêmio Estudantil da Escola de contabilidade Duque de Caxias. O administrador também organizou a cooperativa escolar da Escola Parobé de Porto Alegre, sendo intitulado o primeiro presidente da organização.

Seu Mario foi professor estadual por 16 anos na escola técnica 25 de Julho de Ijuí, onde foi presidente do centro de professores. Também era funcionário graduado na Cotrijui, quando assumiu à presidência da associação de funcionários. Logo depois, em 1991, se tornou escoteiro, elevado à condição de comissário distrital da União de Escoteiros do Brasil para a região noroeste do estado, que abrange 55 municípios.

Ajudou a fundar, em Canoas, a Associação de Moradores da Santa Isabel. Em 2003, se tornou membro da diretoria executiva da União de Associações de Moradores de Canoas – UAMCA, além de participar da fundação da Federação Gaúcha de Associações de Moradores – FEGAM, onde ocupou o cargo de diretor, por ocasião do aniversário de Canoas (21 de junho de 2010). Seu Mario foi agraciado pelo prefeito Jairo Jorge com à medalha Pinto Bandeira, pelos: “serviços em favor da pessoa humana”.

Atualmente, Seu Mario é presidente do Conselho Municipal de Saúde de Canoas e Secretário Geral da UAMCA, ocupa o cargo de sócio fundador do Lions Clube Canoas Niterói, responsável pelas funções de diretor de comunicação, participa do Conselho de Desenvolvimento Social - CDES, integra o conselho Municipal sobre Drogas, o conselho do Orçamento Participativo e o Conselho Deliberativo da ABC/HNSG.  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O Sistema de Participação Cidadã do Século XXI

Por Ivo Fiorotti*
Os avanços consolidados na constituição Cidadã de 1988, particularmente em termos de sedimentação legal de garantias sociais e políticas, foram precedidos por um amplo processo de participação cidadã decorrente da constelação de movimentos na sociedade civil, quer sejam de matriz comunitária, popular, sindical, ecológica, feminina ou de demais segmentos sociais. Este processo da Constituinte e a promulgação da Constituição cumpriram um importante papel de galvanizar na Carta Magna aspirações provenientes das necessidades concretas e materiais destas coletividades. Mas, ficava no então uma questão: como dar continuidade à inovadora cultura da participação e da democracia recém-conquistada, na relação com o estado? Em grau menor em termos de inovação, mas com densidade realtiva a cada contexto específico, os processos da construção das Constituições Estaduais e das Leis Orgânicas Municipais, replicaram em grande parte esta cultura democrática e cidadã.
Como expressa nossa Constituição Cidadã,: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição” (Parágrafo Único, artigo 1.º). O cidadão delega - para representantes eleitos em processos eleitorais a cada quatro anos, nas três esferas da República - a tarefa de administrar e executar as políticas públicas (prefeitos, governadores e presidente) e a tarefa de criar ou aprimorar as regras, as leis (vereadores, deputados estaduais, do distrito federal, federais e senadores. Estes últimos, eleitos para mandatos de oito anos). Mas, o cidadão tem também a oportunidade de exercer sua vontade de forma direta, quando convocado para Referendos, Plebiscitos ou Projetos de Iniciativa Popular, decidindo temas considerados de complexa decisão e de fundamental relevância pública, como o caso do Referendo do Desarmamento.
Os estudos clássicos da Democracia Moderna indicam a ocorrência de um processo de qualificação da cidadania na medida em que avançam as participações dos cidadãos nos processos eleitorais. Ou seja, a cada eleição onde o cidadão é chamado a avaliar e eleger determinada proposta política ou determinado candidato, num processo de satisfação/frustração de sua expectativa política, ocorre um amadurecimento do seu papel de delegar sua vontade aos representantes. A cada processo eleitoral, o cidadão teria mais experiência/consciência de sua decisão. Não pretendo entrar em discussão com os elementos dos condicionantes do clientelismo e/ou outros elementos que levariam à deformação do papel de cidadão, o que reconheço existir numa parcela considerável dos eleitores.    
Comungo com a posição dos que consideram ocorrer avanços significativos de qualificação cidadã decorrentes da participação ativa em inúmeros processos de democracia direta, tais como: o Orçamento Participativo, eleição de Conselheiros Tutelares, escolha de diretores de escolas, dentre outros. Sobretudo, quando precedidos por debates e discussões de suas propostas em microprocessos os mais variados. Em vários estados dos EUA ocorrem processos de eleição livre, não compulsória, de “Xerifes”, os quais desempenham papel similar ao nosso Delegado de Polícia. Todos estes e outros processos livres de participação e, por conseguinte, com participação, nem sempre majoritária dos cidadãos, são considerados fortalecedores da democracia e indicadores do avanço da consciência cidadã.
Nas eleições municipais de 1988, gestores municipais são eleitos com a bandeira da participação cidadã. É o caso de Porto Alegre (RS) e Diadema (SP), dentre tantos outros, que ao serem vitoriosos nas urnas, iniciam com processos de eleição de cidadãos em Conselhos Populares com a tarefa de deliberar em conjunto com o poder público o destino dos recursos do Orçamento Municipal. Aos poucos se formatam diversas propostas de Orçamento Participativo. Resalvadas as particularidades quanto às dinâmicas metodológicas e/ou o tamanho do bolo orçamentário em apreciação, (1) todas tem em comum uma iniciativa política dos gestores que decidem agregar à sua tarefa administrativa o elemento da convocação dos cidadãos a participarem na decisão dos destinos dos recursos em investimentos diretos ou em programas ofertados.  Esta iniciativa política dos gestores gera um (2) processo de qualificação cidadã diferenciada, quando ocorre como uma simples relação de parceria e cooperação pontual entre os cidadãos e os gestores públicos ou quando se institui como um processo de cogestão que imprime uma dinâmica que envolve sua realização enquanto processo de definição, mas também o monitoramento social de sua execução e prestação pública dos resultados efetivados.
Por cerca de duas décadas a novidade do Orçamento Participativo - OP foi replicada em muitas municipalidades, quer seja como processo eficaz de atendimento das expectativas, das demandas e necessidades da população, quer seja como forma democrática de gestão dos orçamentos municipais ou ainda, como proposta de qualificação política dos cidadãos. Ganhou destaque internacional nas diversas edições do Fórum Social Mundial. As próprias propostas governamentais que não postulavam esta perspectiva passaram a considerar a sua manutenção como um elemento importante na disputa eleitoral e na governança posterior a vitória. Em muitos lugares, aos OP’s os gestores públicos agregaram outras iniciativas de interação com a cidadania, tais como: Caravanas do Prefeito e Secretários vistoriando necessidades locais, Plenárias de Avaliação dos demais Serviços Públicos, Audiências Públicas para oportunizar interação e diálogo dos gestores com a comunidade em determinada necessidade e outras formas criativas de interação. 
O próprio Banco Mundial tem condicionado suas políticas de financiamento à necessidade de que as administrações assumam formas de participação da cidadania na gestão pública, inclusive recomendando o OP. Mesmo assim, a grande maioria das municipalidades não adota o OP e, muitas das que adotam, tem passado por processos de arrefecimento, quando não, de delegação a um segundo, terceiro ou quatro plano de importância desta iniciativa enquanto processo de gestão.
A construção de um crescente Sistema de Participação Cidadã, como o que vem ocorrendo na administração municipal de Canoas a partir de 2009, é uma inovação inédita, tanto na ampliação das ferramentas e espaços de participação, quanto à forma de gerenciamento do Orçamento Participativo, forjado no século XXI.  E isto ocorre na minha copreensão, pela agregação de novas ferramentas de participação cidadã na gestão pública, do processo de indução à mobilização cidadã pelos gestores, e pela correta compreensão do atual estágio da sociedade civil em que é possível a mobilização cidadã.
A gestão pública municipal, para além dos tradicionais Conselhos das Políticas Públicas - onde representações de organizações dos referidos segmentos são chamados a opinar e/ou deliberar – criou outros espaços de diálogo entre os cidadãos e o gestor público, tais como: Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Plenárias de Serviços, Audiências Públicas, Prefeitura na Rua, Prefeito na Estação e Ágora Virtual.
O Orçamento Participativo foi enriquecido quanto aos espaços de tomada de decisão direta, o qual contempla duas dinâmicas: (1) o espaço das Assembleias, sendo o momento presencial de definição da metade dos recursos para a microrregião por decisão direta da maioria presente (muitas destas demandas precedidas por microprocessos induzidos de identificação de necessidades e mobilização junto às diversas organizações sociais); (2) O espaço da Votação em urna, momento em que a cidadania decida a outra metade do orçamento para a microrregião, dentre as até cinco demandas que obtiveram a maior votação na Assembleia Presencial. E, para a obra da cidade, um processo de eleição virtual.
O sucesso comemorado pela expressiva participação, se comparado com outras cidades no Brasil que tem o OP, deve-se, na minha compreensão, a esta conjunção de formas, ferramentas e espaços de diálogo do cidadão com os gestores públicos. Pequenas necessidades individuais têm, por exemplo, no Prefeitura na Rua, Prefeito na Estação e nas Audiências Públicas, a eficácia de sua realização. No OP são encaminhadas as demandas de investimentos, com um caráter de coletividade ou de segmento.
E aqui chego ao último aspecto desta reflexão, ou seja, na mudança das reais e possíveis condições de como a sociedade civil atual pode ser mobilizada, em relação ao período Constituinte e que gradativamente veio se modificando. As primeiras materializações do OP ocorreram no período de efervescência mobilizadora na sociedade civil, na sequência da Constituinte e, respeitadas as particularidades, dos processos constituintes nos estados e nas municipalidades. O poder de articulação e mobilização das minorias ativas presentes nas mais variadas organizações sociais que alimentam/mobilizam as Assembleias do OP tem um grau diferenciado nos períodos de efervescência social ampliada pelos grandes movimentos e nos processo de arrefecimento, como ocorre na atualidade.  A participação no OP é impactada pela pouca organização social da cidadania, com a chamada desmobilização das organizações comunitárias, sociais, etc. Compreendendo este quadro, em Canoas são fomentados, previamente às Assembleias Presenciais e à Votação em Urna, microprocessos de indução da demanda e de convocação cidadã ampla, através de Carro de Som, panfletagens e pequenas reuniões com lideranças organizadas ou não. Este processo envolve os gestores municipais, o Fórum de delgados do Orçamento Participativo e os Conselheiros. Portanto, amplia-se a quantidade e a qualidade de ação das “minorias ativas” neste processo de mobilização social.  Exemplo: em uma rua que não tem asfalto ou em uma vila em situação irregular, moradores são visitados por delgados de demandas em andamento na região, informados da sua conquista concreta e os motivam para irem às Assembleias do OP. A iniciativa destes “novos cidadãos” de ir à Assembleia para ter sua necessidade atendida, de mobilizar os vizinhos de forma mais consistente ou não, oportuniza a inscrição da demanda na Assembleia, sua vitória ou não, mas também é sua inscrição na escola formativa concreta da participação cidadã. Quando a demanda não sai vitoriosa e se classifica entre as cinco mais votadas, ela entra para a lista que vai à Votação em Urna, instaurando-se outro oportuno espaço em que estas “novas lideranças” podem organizar mais um processo de mobilização para a conquista. Verifica-se um rico processo de entre ajuda, de fascinação pelo exercício ativo de cidadania, por parte de muitos cidadãos que passam a ser delgados e Conselheiros no OP. Com frequência, delegados testemunham publicamente como sendo sua primeira experiência de envolvimento pessoal com as causas coletivas e que isto mudou suas consciências de como funciona a “coisa pública”. É um processo de construção de baixo para cima, a partir das reais necessidades da comunidade ou do segmento, que modifica consciências cidadãs. Este processo tem reavivado Associações de Moradores, organizações sociais de diversos segmentos do esporte, da cultura, da assistência social, dentre outras, mas também tem sido o nascedouro, em especial de novas Associações de Moradores. Um caso particular merece menção: várias ruas conquistaram seu asfaltamento na Vila Santo Operário a partir de iniciativas articuladas pelos seus moradores, estes sem ligação com organizações sociais. Os delegados destas ruas - algumas já asfaltadas e outras ainda não, mas com a certeza da conquista - se organizam em uma demanda que lhes é comum, mas que também tem um alcance para toda a vila: Regularização Fundiária da Vila Santo Operário. A mobilização ganhou corpo e alcançam vitória com cerca de ¼ dos votos na Assembleia Presencial mais concorrida na edição de 2011, tanto em demandas como em número de participantes. Forma 16 demandas e 1.178 participantes.
É este conjunto de inovações por parte da gestão pública e de sua inter-relação com os cidadãos que garante a expressiva participação no Sistema de Participação Cidadã.  Ao menos de forma empírica, temos a percepção e a declaração testemunhal de que ocorre um processo de qualificação cidadã e fortalecimento da organização social, em particular, na ferramenta do Orçamento Participativo.  Estudos mais aprofundados deverão ser realizados a partir destes fenômenos. Outras inovações podem ser percebidas nas demais ferramentas e aqui menciono algumas:
1) no Ágora Virtual, oportuniza-se o acesso à participação e ao diálogo do que não se dispõem a estar de forma presencial, comportamento típico de parte da cidadania atual;
2)   no Prefeitura na Rua, nas Audiências Públicas do Prefeito e dos Secretários e no Prefeito na Estação - por ser um espaço de acesso do cidadão ao gestor público para encaminhar suas demandas, críticas e sugestões fora do chamado horário de expediente e fora dos locais institucionais dos órgãos da administração, portanto, junto às ruas e praças dos quatro cantos da cidade, ou nas estações do Trensurb com grande fluxo - ocorre uma redefinição, melhor ainda, a correta percepção dos cidadãos do Gestor Público, trazendo-o mais próximo ao seu caráter de Servidor Público, onde a cidadania destaca o trabalho eficaz, a humildade no diálogo e a proximidade dos políticos e seus auxiliares.  Vida longa a este Sistema de Participação Cidadã e que possamos avançar em inovações de gestão para o bem dos cidadãos!

*Ivo Fiorotti é Pós-graduado em Ciências Políticas e Mestrando em Memória Social e Bens Culturais na UNILASALLE; Vereador em segundo mandato no Município de Canoas; Autor do livro “Alétheia: a cidadania em construção” - AOSOL, 2012.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Breve histórico de Ernani Nestor Nyland – Líder Comunitário 2012.


Ernani Nestor Nyland é filho de Mirinda e Armin Nyland, nesceu no dia 19 de maio de 1958, em Pinheirinho do Vale, que na época pertencia ao município de Palmitinho, na região do Alto Uruguai, próximo de Santa Catarina. Ernani sempre trabalhou no comércio com seus pais, até os 24 anos, quando, em 1982, migrou para Canoas em busca de emprego. Chegando à cidade, Ernani passou a trabalhar na Liquigás, onde permaneceu durante 10 anos e depois colocou comércio próprio, seguindo a vocação herdada do pai. Em 1996 passou a trabalhar como motorista na empresa LOCAL, puxando trabalhadores da Petrobras, vindo a se aposentar em 2011.
Ernani tem 3 filhos e é casado com Laci Müller Nyland.
Desde 2009, Ernani vem atuando mais sistematicamente no movimento comunitário. Na gestão do prefeito Jairo Jorge, com os instrumentos de participação popular, Ernani se entusiasmou na militância comunitária, de modo especial com o Orçamento Participativo. 
O líder comunitário, Ernani Nestor Nyland, que iniciou sua militância na Associação de Moradores do Loteamento São Luiz, no bairro Niterói, onde reside, na Rua Lima da Costa, nº 929, assumiu diversos trabalhos comunitários, entre os quais destacamos sua atuação como conselheiro do Orçamento Participativo (OP). Ernani também faz parte do ECC (Encontro de Casais com Cristo) na Paróquia Imaculada Conceição e recentemente foi eleito para o Conselho Fiscal da UAMCA (União das Associações de Moradores de Canoas) e também assumiu como gestor do Campo do Rio, uma área de esporte e cultura. 
Ernani é um líder comunitário que aposta no Orçamento Participativo, pois, a primeira obra do OP inaugurada na cidade de Canoas, foi uma demanda da sua associação de moradores, que conquistou asfaltamento da Rua Lima da Costa, no ano de 2009. Nas seguintes edições do OP, os moradores do Loteamento São Luis seguiram as mobilizações e conquistaram em 2010 obras de asfalto nas ruas Veranópolis, Laçador e Palmitinho. Em 2011 a conquista foi a regularização fundiária e para 2012 já estão se mobilizando na perspectiva de conquistar câmeras de segurança. 
Uma das primeiras conquistas da Associação de Moradores do Loteamento São Luiz, liderada por Ernani, foi a denominação das ruas, através de projeto de lei de autoria do Vereador Ivo Fiorotti (Lei 5.529), que também repercutiu na conquista dos números de CEP das ruas. Sob a coordenação de Ernani, a Associação dos Moradores também conquistou obras de iluminação pública e a rede de água para 54 famílias na Rua Irineu de Carvalho Braga, uma lotérica na praça do bairro Rio Branco e, recentemente, a sede da antiga Associação 25 de Março (dos Eucaliptos), onde está sendo organizada a sede da Associação São Luiz.  
Por todo seu testemunho de luta e doação, pela persistência e capacidade de mobilizar as pessoas, como uma liderança comunitarista, Ernani Nestor Nyland, é indicado pela bancada do Partido dos Trabalhadores para o Prêmio “Líder Comunitário Clésio Aires de Oliveira”.

Vereador Ivo Fiorotti – Bancada do Partido dos Trabalhadores (PT)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Breve Biografia do Líder Comunitário Clésio Aires Oliveira


Segue abaixo texto do vereador Ivo Fiorotti com histórico do Líder Comunitário Clésio Aires Oliveira, apresentado na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo que instituiu o Prêmio “Líder Comunitário Clésio Aires de Oliveira”.

Este projeto visa qualificar o Prêmio Líder Comunitário batizando-o de Clésio Aires Oliveira, perpetuando a memória deste militante comunitário Canoense, pioneiro na ocupação da Vila União dos Operários, um dos fundadores e primeiro Presidente da UAMCA – União das Associações de Moradores de Canoas.
Natural de São Sepé, filho do meeiro João Francisco de Oliveira e de Eva Aires, nasceu aos vinte e quatro dias de novembro de mil novecentos e cinqüenta. Chega a Canoas, fruto do êxodo rural e dos atrativos empregos do processo industrial, com vinte anos de idade. Mas é na Construção Civil que tem seu trabalho formal, assumindo a função de Pedreiro. Constituiu família com Maria Salete Gonçalves e em cinco anos tiveram cinco filhos: Claudiomiro, Marco Antônio, Paulo Sérgio, Carlos Alberto e Ana Paula. Fugindo do voraz aluguel une-se a cerca de cem famílias na ocupação do antigo Jóquei Clube do Prado, na luta por moradia, liderando, como Presidente da associação, a conquista na justiça o direito de posse, após cinco anos de disputa judicial. 
Militante da oposição sindical na construção civil e uma das lideranças mais destacadas da luta pela moradia e demais direitos sociais básicos (saúde, transporte público, educação, assistência social), no contexto de luta pelas liberdades democráticas e na construção da Constituinte ao longo da década de oitenta. Foi candidato a deputado federal constituinte pelo PCdoB e a vereador em mil novecentos e oitenta e oito pelo Partido dos Trabalhadores, permanecendo na primeira suplência. Foi assessor nos dois primeiros mandatos do então deputado federal Paulo Paim e, em seguida, passou por um período de transtornos mentais que, mesmo conseguindo estabilizar-se, passou a viver de forma mais pacata em casa e na comunidade da Congregação Cristã do Brasil, com sua segunda companheira Maria Lúcia Espíndola da Silva. Após enfrentar os transtornos de um câncer no pulmão, veio a falecer no dia 18 de julho de 2010. 
Clésio Aires de Oliveira o militante comunitário que soube transformar a indignação frente ao desemprego, a falta de moradia e das condições mínimas de vida e dignidade em ações de solidariedade, articulação e organização de demandas em movimentos comunitários e sociais populares visando conquistas sociais para as maiorias das vilas e bairros. Compreendeu a grande luta pelas liberdades democráticas sempre a partir de busca de soluções para as necessidades imediatas. Pessoalmente, com este companheiro de caminhada mais aprendi do que ensinei da arte da política comunitária. Sou testemunha de que foi um líder comunitário que nunca vendeu sua honra e fidelidade às bandeiras de luta dos que representava na luta comunitária por nenhuma vantagem pessoal ou familiar, mesmo provado em situações limite como a do conflito na União dos Operários.  
É com muita responsabilidade histórica, contentamento e orgulho que apresento esta postulação aos nobres pares no sentido de eternizar para as gerações futuras uma liderança comunitária de uma época que não apenas iniciou a caminhada de conquistas das liberdades democráticas, mas também representou as novas conquistas das políticas públicas sociais que se firmaram na Constituição Federal, Estadual e Municipal.
Canoas, 28 fevereiro de 2010.

Vereador IVO FIOROTTI
Bancada do Partido dos Trabalhadores

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Jorge Cardoso, da ACADEF, é Cidadão Canoense

O Senhor JORGE FERNANDES CARDOSO nasceu no município gaúcho de Alegrete aos seis dias do mês de maio de mil novecentos e quarenta e três. Filho do militar Sildo Girio  Severo Cardoso e de Fausta Fernandes Cardoso, passou sua infância em Uruguaiana e em sua adolescência vieram para Porto Alegre. Ainda no seu primeiro casamento foi designado para uma empresa no Rio de Janeiro onde permaneceu durante dois anos. Neste período, aos 26 anos de idade, foi acometido de mal infeccioso na coluna vertebral. Retornou a Porto Alegre para tratamento e abrigo da família, porém precisou do auxílio permanente da cadeira de rodas. Em 1972, a família adotou Canoas como domicílio, adquirindo casa no Jardim Igara. Procurou incluir-se na comunidade, tornando-se conhecido pelas atuações em micro negócios e fundador da Sociedade Araguaia. Em 1983 iniciou sua participação no grupo de auto ajuda na Igreja São Luiz, através da Fraternidade de Doentes e Deficientes (FCD). Com seu dinamismo peculiar logo entrosou-se no movimento de luta pró direitos das pessoas com deficiência, culminando com a representação estadual deste segmento e fundador de vários núcleos e conselhos representativos. Em 1983, passou a assessorar o recém eleito vereador IVO LECH, atuando na organização do movimento e mobilização para as lutas da constituinte. Já, como assessor do Deputado Constituinte IVO LECH, trabalhou na emenda popular que resultou na pensão do deficiente. Em 1984, surge como fundador e primeiro presidente da ACADEF – Associação Canoense de Deficientes Físicos. A partir daí a maior parte de seu tempo foi dedicado na instrumentalização da ACADEF que tornou-se prioridade no seu plano de vida, juntamente com sua segunda esposa Suzana. Como assessor do Deputado Estadual Ledevindo Piccinini coordenou a Comissão Especial para assuntos das pessoas com deficiência e presidente da União das Entidades de Pessoas com deficiência, congregando mais de trezentas organizações em todo o estado, além da fundação da Federação das Entidades de Deficientes Físicos-FREDEF. A partir de 2000, passou a dedicar-se quase que exclusivamente aos destinos da ACADEF, onde permanece, ocupando sua sétima gestão como presidente. Atuação Municipal: Membro fundador do Conselho de Entidades de Pessoas Deficientes de Canoas; Membro fundador o Conselho Municipal de Assistência Social Membro fundador do Conselho Municipal de Saúde; Assessor do vereador Ivo Lech Membro fundador da ACADEF – Associação Canoense de Deficientes Físicos; Membro da Comissão de Regulamentação da Lei do Passe Livre no Município de Canoas; Fundador e Editor do JORNAL DEFICIENTCHE, informativo da ACADEF com circulação nacional. Atuação Estadual: Membro fundador do Conselho de Entidades de Deficientes Físicos do RS – CREDEF; Membro da Comissão de Regulamentação da Lei de Ingresso da Pessoa com Deficiência na Função Pública Estadual; Membro da Comissão de Projeto da Profissionalização e Trabalho para pessoas deficientes do SINE; Membro da diretoria e comunicador da Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes; Membro fundador do Conselho Comunitário dos Usuários do Centro de Reabilitação Profissional de Porto Alegre; Assessor parlamentar do Deputado Estadual Ledevino Piccinini; Coordenador da Comissão Especial para Pessoas com Deficiência da Assembléia Legislativo do RS, em 1992, documento referência das políticas para pessoas com deficiência; Membro fundador da União das Entidades de Pessoas com Deficiência do RGSUL; Membro da Câmara Técnica para elaboração do PEAI/RS – FADERS. Atuação Nacional: Assessor Parlamentar do Deputado Federal Ivo Lech; Membro fundador da ONEDEF – Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos em 1983 no Primeiro Encontro Nacional; Membro do Conselho Nacional de Assistência Social-CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) Período:  1995/1996; Membro Comissão Temática Barreias Arquitetônicas da ONEDEF; Participante em audiência para entrega de propostas dos deficientes à Constituição Federal junto a Comissão das Minorias; Membro da Comissão pró emenda popular da pensão do deficiente.
Com estes serviços prestados aos canoenses, em particular às pessoas com deficiência e seus familiares, é que solicito ao Poder Legislativo de Canoas, para que concedamos o título de Cidadão Canoense ao Senhor Jorge Fernandes Cardoso.

quinta-feira, 22 de março de 2012

E A VERDADE: ALETÉIA


ἀλήθεια
Alétheia (em grego antigo, ἀλήθεια: "verdade", no sentido de desvelamento: de "a", "negação", e "lethe" "esquecimento"), para os antigos gregos, designava verdade e realidade, simultaneamente (pt.wikipedia.org)
O vereador Ivo Fiorotti iniciou em 2011, na sua coluna no Jornal da Mathias, uma sequência de textos com brevíssimas reflexões filosóficas, abordando sobre como os mais importantes pensadores da humanidade compreenderam a verdade dos eventos sociais, ou seja, a busca e o encontro da verdade!
Leia a seguir o primeiro artigo e acompanhe a sequência de diálogos de Ivo Fiorotti com Aletéia, com as aletéias, que também são as pessoas que costumam ler a coluna e questionar, afirmar, dialogar... em busca da verdade, a verdade que liberta (João 8,22)


E A VERDADE: ALETÉIA
Desde muito tempo, minha amiga Aletéia ao se encontrar comigo, contava-me várias versões sobre um fato e me perguntava: o que disto tudo, “seu Ivo’, é a verdade mesmo! De início, tranqüilizava-a com a versão mais próxima daquilo que julgava ser a verdade. Com o passar do tempo, dependendo do fato, passei a exercitar uma das técnicas da busca da verdade de algum filósofo que passou a influenciar a minha busca do conhecimento. Faz um bom tempo que Aletéia já não me trata mais de “seu Ivo”, mas de “Ivo” e emite sua certeza frente às várias versões que surgem sobre os fatos e acontecimentos sociais. Nossa conversa passou a ser um bom diálogo da busca conjunta da verdade sobre os eventos sociais. Às vezes com versões iguais e diálogos tranqüilos; às vezes conflituosas visões que tomam rumos críticos e ásperos. A renhida discussão nos faz mudar a compreensão dos fatos para um denominador comum: uma nova visão da verdade! Tanto eu como Aletéia saímos destes momentos sempre mais enriquecidos e gratos um ao outro! 
Ocorre que ultimamente aumentaram as “Aletéias” a me indagarem com esta pergunta: qual a verdade mesmo de tudo o que acontece. Sendo assim, resolvi utilizar desta coluna para trazer às aletéias passadas, presentes e futuras, ou seja, a todos que tiverem o prazer de acompanhar esta coluna, umas brevíssimas reflexões de como os mais importantes pensadores da humanidade compreenderam a verdade dos eventos sociais, ou seja, a busca e o encontro da verdade! 
Utilizarei um método para isto, tanto na forma como no conteúdo: (a) na forma, vou dividir os diferentes pensadores em quatro categorias: mundo antigo, medieval, moderno e contemporâneo. Em cada etapa, haverá uma introdução e na seqüência, segundo meu conhecimento, a apresentação dos cinco principais pensadores em cada período. Evidente que para não cansar os leitores, utilizarei apenas da coluna da primeira edição de cada mês. Neste primeiro mês, farei a introdução dos pensadores antigos, na próxima edição. Antecipo quais serão: Parmênides de Eléia (antiga Itália), Heráclito de Éfeso (antiga Turquia), Sócrates, Platão e Aristóteles de Atenas (antiga Grécia); (b) no conteúdo, buscarei apresentar o cerne, o enfoque central na busca da verdade dos fatos, de cada pensador. Ou seja, como este referido filósofo entendia a certeza que podemos ter da verdade dos fatos e dos acontecimentos. Vou exemplificar com um fato político do momento em que estarei escrevendo a coluna, para tornar mais atraente e compreensível a reflexão do pensador. Espero que gostem, aproveitem e lhes seja proveitoso. 
Ivo Fiorotti, teólogo e pós-graduado em Ciências Políticas.
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quarta-feira, 21 de março de 2012

Artigos publicados no Jornal da Mathias


Confira todos os artigos publicados pelo Vereador Ivo Fiorotti em sua coluna no Jornal da Mathias:

Artigos publicados no Jornal da Mathias 2010
Artigos publicados no Jornal da Mathias 2011
Artigos publicados no Jornal da Mathias 2012

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cinqüentenário da Paróquia São Pio X

Em 19 de abril de 1951 funda-se a Sociedade Territorial São Carlos Ltda., tendo como sócios quatro casais descendentes da família dos Brito Velho e inicia-se o que é hoje o Bairro Mathias Velho.
Segundo dados da pesquisa coordenada pela professora Rejane Penna do UNILASALLE , a dificuldade era tamanha que até para encontrar um “lugar para orar” não foi fácil. Em 11 de julho de 1954, o Padre Leão Hartmann, rezou a primeira missa em cima de um carro-capela. Através de quermesses e festas, os moradores angariaram recursos e em mutirão em 1958, foi construída a primeira Capela São Pio X, na primeira praça do loteamento, junto a Avenida Rio Grande do Sul. O cuidado pastoral ficou com os padres das Paróquias São Luis e São Cristóvão e, com a chegada dos Freis Capuchinhos - que cuidavam das instalações da então Rádio Difusora, hoje Bandeirantes - foi criada a Paróquia São Pio X e instituído como 1º Pároco, Frei Inácio Curtarelli, em 15 de agosto de 1961. Os Freis construíram também uma capela ao lado das instalações da Rádio para missa no meio da semana e aos domingos. Frei Inácio atuou na celebração de missas, casamentos, batizados, cuidado aos doentes e a assistência aos pobres até 1978. A grande marca deste período foram as campanhas de solidariedade por ocasião das enchentes, as quais foram somente superadas com a construção do dique da Curitiba, no final da década de sessenta.
Em 1979 assume como Pároco o Frei Egídio Bielski e como Vigário o Frei Sérgio Dalmoro. Estes sucedidos pelos Freis Valdevino Salvador, Augusto de Nardi, Aldino Segala e Jair Dupont, nos treze anos seguintes até 1992, auxiliados em diferentes momentos por cerca de quatro dezenas de Agentes de Pastoral religiosos, freis e irmãs, que conduziram uma ação pastoral que fez nascer mais doze comunidades: Espírito Santo, Nossa Senhora Aparecida, São João Batista, Divino Mestre, Sagrada Família, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora dos Romeiros, Nossa Senhora dos Operários, São Francisco, Santa Luzia, Nossa Senhora do Rosário e Santo Antônio.
Em 1984, as Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida, passam a residir da Vila União dos Operários e até hoje continuam atuando na pastoral das comunidades. Em cada Comunidade Eclesial de Base, mais de uma dezena de serviços voltados às crianças, às mulheres, aos idosos, ás pessoas com deficiência, aos adolescentes, aos negros, aos trabalhadores, destacando-se os Grupos de Família, os Clubes de Mães, os Fornos Comunitários, a Pastoral da Criança, a Pastoral Operária, Fé e Política, os Mutirões dos Adolescentes e as várias etapas da Catequese voltada a Iniciação aos Sacramentos da Eucaristia e da Crisma.
A grande marca deste período foi a solidariedade com os moradores das ocupações da Santo Operário, União dos Operários, Sete de Outubro e Getúlio Vargas, com o fortalecimento das Associações de Moradores, na organização dos desempregados e o apoio às lutas dos sindicatos dos trabalhadores, em particular metalúrgicos, construção civil, instaladores elétricos e vidreiros. Também foi construída a solidariedade com os trabalhadores do campo assentados, na Organização da Comercialização Direta Colonos e Operários. Foi o período da Constituinte e da Nova Constituição, da retomada das eleições diretas à Prefeito, Governador e presidente da República. As lideranças das CEBs da Paróquia “Pio X” iniciavam a caminhada dos Intereclesiais em nível estadual e nacional.
Seguimos nestas últimas duas décadas sob o pastoreado dos Freis Clóvis Armani, Maurílio Pelegrini, Darci Truculo e Irineu Trentim e várias dezenas de Vigários Paroquiais e Agentes de Pastoral Religiosos, Freis e Irmãs. Este foi o período da consolidação das 14 comunidades que formam a Rede de Comunidades São Pio X. Nasceram muitas lideranças para animar os serviços nos ministérios da Visitação, da Eucaristia, da Palavra, da Catequese e da Saúde da Criança, da Juventude, dentre outros. Com as novas políticas públicas da Assistência Social, Pessoa com Deficiência, Saúde, Alimentação, Crianças e Adolescentes e da Economia Solidária, vários serviços geraram Organizações Sociais Não Governamentais, tais como: o Chimarrão da Amizade, a Horta Comunitária União dos Operários, a Associação dos Carroceiros e Catadores de Material de Canoas, a Cooperativa dos Mecânicos, a Associação Criança Feliz.
A quinta Romaria das Comunidades do Vicariato de Canoas ocorreu no último dia 06 de agosto, nove dias antes de completarem-se os 50 anos de fundação desta paróquia. Hoje recebe esta homenagem da Câmara de Vereadores, por iniciativa deste vereador que desde 1981 participa desta caminhada, nos anos oitenta como Frei capuchinho e atualmente como animador da Comunidade Nossa Senhora dos Romeiros. Peço a Deus, por intercessão de São Pio X, o papa das crianças, vida longa a todas as 14 comunidades com suas lideranças e párocos, e que abençoe a todas as famílias do Bairro Mathias Velho que tem contado e continuará contando com a caminhada destas comunidades.

Câmara de Vereadores de Canoas, 11 de agosto de 2011.



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dom Agenor Girardi – Vigário Episcopal de Canoas

Grande Expediente da sessão de 26 de maio de 2011, na Câmara de Vereadores, com a presença de Dom Agenor Girardi, Vigário Episcopal, primeiro bispo de Canoas.

Dados biográficos de Dom Agenor Girardi, apresentados pelo vereador Ivo Fiorotti, durante o espaço de grande expediente da sessão de 26 de maio de 2011, na Câmara de Vereadores de Canoas:
Na organização da Igreja Católica, Canoas pertence à Arquidiocese de Porto Alegre e, desde 2001, constitui-se num Vicariato Episcopal, com autonomia para realizar seu trabalho de evangelização. O Vicariato de Canoas é formado por 24 paróquias, sendo 15 deste município, uma de Nova Santa Rita, 4 de Esteio e outras 4 de Sapucaia do Sul. Quando o Arcebispo de Porto Alegre, dom Dadeus Grings, instituiu o Vicariato de Canoas, nomeou como seu vigário episcopal o padre José Bonifácio Schmidt, que exerceu com muito empenho este serviço ao longo de 10 anos, até o final de 2010, quando teve que deixar a função para assumir com exclusividade o trabalho de assessor de estudos bíblicos na Arquidiocese. E após 10 anos de vicariato, o arcebispo optou por nomear como seu vigário para esta região, outro bispo e escolheu Dom Agenor Girardi, o primeiro bispo de Canoas.

Agenor Girardi nasceu em Orleans (SC) no dia 2 de fevereiro de 1952. De 1966 a 1970 cursou o ensino fundamental no Seminário Menor São José, em Francisco Beltrão. Posteriormente, no mesmo, município, fez o ensino médio na Escola Estadual Mário de Andrade, entre os anos de 1971 a 1974.
Em 1975 ingressou na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, para iniciar os estudos na Faculdade de Filosofia, que concluiu em 1977; cursou Teologia na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção na cidade de São Paulo, de 1979 a 1982. Fez sua profissão religiosa na Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, no dia 1º de fevereiro de 1982 e foi ordenado sacerdote em 5 de setembro do mesmo ano por Dom Agostinho José Sartori.
Obteve a Licença em Teologia Espiritual na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Também fez o Curso de Espiritualidade no CETESP, no Rio de Janeiro.
Em 1982 foi nomeado vigário paroquial da Paróquia de Santa Rita de Cássia em Marmeleiro; já no ano de 1983 foi vice-diretor do Seminário São José, em Francisco Beltrão; de 1984 a 1988 foi diretor do mesmo Seminário em Francisco Beltrão; foi mestre de noviços em Pirassununga, durante os anos 1991 a 1995; coordenador do CETESP (Centro Teológico de Estudos e Espiritualidade para a Vida Religiosa), no Rio de Janeiro, no período 1996 a 1998 e superior provincial da Comunidade de Curitiba, de 1999 a 2001.
Foi reitor do Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração em Curitiba, de 1999 a 2001; vigário paroquial da paróquia São José na cidade de Francisco Beltrão, de 2002 a 2009; foi membro do Conselho Presbiteral da Diocese de Palmas e Francisco Beltrão desde 2007. E desde 2002 é consultor da Conferência dos Religiosos do Brasil, para obtenção de orientações espirituais e exercícios de treinamento sobre a Vida Consagrada. Em 2009 assumiu como pároco da Paróquia São José em Francisco Beltrão.

O padre Agenor Girardi foi nomeado bispo auxiliar de Porto Alegre pelo papa Bento XVI no dia 22 de dezembro de 2010, foi sagrado bispo no dia 25 de março e empossado como vigário episcopal em Canoas no dia 8 de abril de 2011. A sagração (ordenação episcopal) de Dom Agenor aconteceu na cidade de Francisco Beltrão, Paraná, juntamente com dom Geremias Steinmetz, bispo da diocese de Paranavaí (PR).
Muitos bispos dos três estados do Sul acompanharam esta celebração, como também inúmeros presbíteros e uma multidão de fieis calculada em, aproximadamente, seis mil pessoas, entre as quais uma delegação de Canoas, que foi acolher seu primeiro bispo, que hoje é recebido pelos vereadores aqui na casa do povo canoense.
A posse de Dom Agenor como Vigário Episcopal do Vicariato de Canoas, no dia 8 de abril de 2011, no Santuário São Cristóvão, no bairro Igara, em Canoas, foi uma celebração de calorosa acolhida por parte do povo das comunidades do Vicariato que se sentiu honrado pelo seu primeiro bispo, que hoje nos orgulha com sua presença.

Lema e Brasão

LEMA: AMETUR COR JESU - Amado seja o Coração de Jesus. O lema escolhido por Dom Agenor é o lema do Fundador dos Missionários do Sagrado Coração, Padre Júlio Chevalier.
BRASÃO: O Brasão Episcopal de Dom Agenor traz os seguintes elementos:
a) A Cruz Vermelha: lembra o sangue dos mártires e todo sofrimento da humanidade redimida na Cruz de Cristo;
b) O Coração de Jesus: É a fonte e a motivação de todo o seu ministério pastoral, e recorda também o seu lema de ordenação sacerdotal: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos (Jo 15, 13);
c) Os girassóis: o Girassol é o símbolo da Família Girardi, lembra também o sentido de unidade e disposição de voltar-nos sempre para Deus (ligando a imagem do Sol);
d) O Rio: É a fonte inesgotável que alimenta a espiritualidade de Dom Agenor. Nesta fonte também está a presença da Virgem Maria, na suavidade do seu Sim.

Vereador Ivo Fiorotti – PT

Canoas, 26 de maio de 2011.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Paratletas José Carlos e João Antônio

JOSÉ CARLOS CHAGAS ALVES nasceu em Canoas no dia 08 de março de 1958, onde hoje é servidor público, membro da Guarda de Municipal desde 2000, com dez anos de serviço prestado ao município de Canoas.
José Carlos começou competir em 1984 e desde o ano 2000 já subiu no pódio cerca de cem vezes. Atleta em categoria especial, José Carlos conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Canoas, da Banca Doze e da Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC), desde 2005. Com esta parceria conseguiu nos últimos dois anos atingir as primeiras colocações cerca de dezenove vezes.
Em 2009, José Carlos chegou em primeiro lugar na sua categoria em nove provas. E em 2010 subiu ao pódio dez vezes. Entre elas:
Circuito Nacional de Corrida dos Carteiros;
XVII Rústica da Festa do Peixe Tramandaí/RS;
Circuito Paraolímpico - Etapa Regional da Caixa Federal, Maringá/PR (com duas medalhas de bronze 400m e 800m);
Rústica 76 anos de Emancipação Política de Farroupilha/RS (1º lugar na categoria especial)
1ª Rústica de Natal em Portão (terceiro lugar).
No final do ano participou da 36º Rústica de São Silvestre de Carlos Barbosa/RS, na Categoria Especial.
Nos dias 16 e 17 de abril, juntamente com seu colega João Correa, também homenageado, José Carlos representou Canoas na Paraolimpíada da Caixa, em Curitiba/PR. E no último domingo, o atleta paraolímpico canoense conquistou o lugar mais alto do pódio na 2ª Rústica de 10km de Butiá/RS. E já no próximo domingo, dia 22, José Carlos, vai competir na Rústica de Porto Alegre.

JOÃO ANTÔNIO GONÇALVES CORREA nasceu em Rosário do Sul, no dia 07 de agosto de 1963 e hoje reside em Canoas, bairro Fátima, casado com Ana Paula Correa.
João Antônio é filho adotivo, numa família de militares e desde os 17 anos praticava esporte, juntamente com seu pai no quartel. Sua atividade preferida era corrida, pois costumava acompanhar os militares pelas ruas da cidade. Aos 13 anos começou a participar de competições escolares e devido as condições financeiras da família, começou a trabalhar muito cedo na construção civil e teve de deixar de lado as competições, mas nunca abandonou as corridas de rua.
Aos 19 anos, quando morava em Porto Alegre, sofreu um acidente de trabalho, caindo do 4º andar de um prédio em construção, onde trabalhava como pedreiro. Até este momento, João Antônio praticava as corridas de rua. Mas com o acidente, ficou hospitalizado durante um ano e 3 meses, com sérios riscos de vida. Tendo a coluna fraturada em dois pontos, ficou paraplégico. No centro de habilitação, conheceu po professor Aldo Potrick, que o incentivou a voltar com prática de esportes. E esporte foi o basquete e mais tarde partiu para o atletismo. E como atleta paraolímpico em maratonas cadeirante, vem alcançando ótimos resultados. Em seu histórico, podemos destacar a participação 68 maratonas, 104 meias maratonas, rústicas e provas de pistas, onde foi duas vezes campeão brasileiro e pelo terceiro ano consecutivo foi vice-campeão brasileiro de 10km. E por duas vezes esteve na seleção brasileira de atletismo em campeonato mundial da Inglaterra. Já participou pela quarta vez da Nova Yorque Maratona.
João Antônio é fundador da ATLEDCANOAS ESPORTIVA, que desenvolve trabalho voluntário com crianças carentes e pessoas com deficiência física.
Nos dias 16 e 17 de abril, juntamente com seu colega José Carlos Chaga Alves, também homenageado, João Correa representou Canoas na Paraolimpíada da Caixa, em Curitiba/PR. E, por último, o nosso atleta paraolímpico venceu pela 5ª vez a Meia Maratona de Uruguaiana.

sábado, 1 de maio de 2010

1º de Maio: avançando no direito ao trabalho e à moradia

O dia do trabalhador e da trabalhadora será sempre um dia de memória e de luta, apesar dos grandes avanços conquistados pelas lutas dos movimentos sociais e construídos pelo governo Lula.

Quem não lembra da luta pela valorização do salário mínimo, da luta pelo patamar dos cem dólares. Hoje, o salário mínimo vale mais do que duzentos e cinqüenta dólares! Comemoramos recentemente a ascensão social de cerca de trinta e cinco milhões de brasileiros (as), ou seja, cerca de um cada cinco cidadãos brasileiros passaram a ter melhores condições de vida. Vejam, não são os mais privilegiados que ascenderam socialmente, mas os menos afortunados, graças a programas como a Valorização Permanente do Salário Mínimo, Bolsa-família e PROUNI, pra citar alguns dos tantos programas sociais do governo federal, em parceria com estados e municípios.

E as grandes lutas sociais dos anos oitenta e noventa pra garantir um lugar para morar foram dando lugar para programas como o “Minha Casa, Minha Vida” e o “Canoas Minha Terra”, este um programa de regularização fundiária. No sábado passado, os moradores da ocupação do CAIC aqui no Guajuviras, em Audiência Pública, aprovaram o Projeto de regularização, o primeiro de tantos que vai ser implantado pelo governo Jairo Jorge.

Todos estes avanços são resultado de muita luta e organização. Precisamos avançar para a conquista da jornada de trabalho de 40 horas semanais, da valorização das aposentadorias acima do salário mínimo, do fim do famigerado fator previdenciário. Na cidade, a regularização de cerca de trinta mil famílias em áreas de ocupação, da garantia de vaga para todas as crianças em Escolas de Educação Infantil, locais de cultura e lazer mais qualificados e, por que não, uma nova chance para que os apenados possam se ressocializar com espaços que lhes garantam trabalho e educação.

Temos um claro projeto em nível federal e municipal que aponta para estes avanços. Importa e muito de que a memória e a luta dos trabalhadores continuem fortalecendo e incentivando a continuação firme deste caminho.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Homenagem aos ex-vereadores nos 70 anos de Canoas

Três palavras definem este momento que homenageamos uma caminhada de sessenta e dois anos de legislaturas nos setenta anos de emancipação política de Canoas: lembranças, reconhecimento e responsabilidade!

A lembrança remete ao primeiro administrador, Edgar Braga da Fontoura que em menos de um ano de labutas, ocupou-se de ampliar o acesso à educação dos munícipes, de construir novas vias para garantir mobilidade, do acesso à luz elétrica residencial e ao telefone, além de ocupar-se em garantir condições de habitabilidade à Vila dos Operários (no atual Bairro rio Branco), anualmente transtornados pelos alagamentos dos afluentes do Guaíba. Temas que foram se ampliando na trajetória de todos os legisladores que na seqüência, com responsabilidade, tiveram grandes méritos de reconhecimento até os dias atuais.

Lembro de nossos pais da moderna república, dentre eles os da tradição do “pacto social”. Montesquieu, francês que tão bem captou o essencial da construção democrática dos ingleses e formulou princípios basilares da república moderna, em particular, a autonomia relacional do poder legislativo. Eleitos os representantes dos diversos e difusos interesses do povo, nossa responsabilidade de aprovar leis de nossas iniciativas e na apreciação das iniciativas dos executivos, visando o equilíbrio dos interesses na construção e no desenvolvimento das municipalidades. Mais que isto, o ethos fundamental que perpasseia toda legislação, ou seja, de formular e suprimir regras que garantam a convivência humana. É o fundamento último das primeiras pactuações, das atuais e espero que o seja das últimas em regimes democráticos... e que perdurem!

Reconhecendo os méritos de viradores de todas as bancadas, peço licença para destacar meus companheiros valorosos das bancadas do Partido dos Trabalhadores. Somos uma presença recente, das ultimas seis das quinze legislaturas que marcaram esta caminhada. Nosso atual prefeito Jairo Jorge da silva, ao lado de Wilsolírio de Souza e Paulo Cezar da Rosa, nos honraram com sua presença destacada na criação da Lei Orgânica Municipal, no período de 1989 a 1992; Paulo Cezar e Wilsolírio se reelegeram e tiveram uma breve companhia de bancada de Júlio Barbosa, que tão logo optou por outro caminho, no período de 1993 a 1996; Nossa bancada se renovou completamente na terceira legislatura petista, entre 1997 a 2000, com Paulo Ritter, Emilio Milan Neto e Jean Paim; Entre 2001 a 2004, permaneceram Emilio Neto e Paulo Ritter, tendo dois novos colegas: Oli Borges Flores e Vitor Oldoni. Na menor presença petista, na legislatura de 2005 a 2008, Emilio Neto e Nelson Luiz da Silva, enfrentaram, com certeza, o período mais obscuro da administração pública canoense. Reelegeram-se nesta legislatura, com a companhia deste vereador que vos fala, inaugurando este novo tempo de esperanças e de construção futura, que tão bem o lema destes festejos traduz: Voa Canoas!
Ao longo destes vinte e um anos de atuação petista, sessenta leis de iniciativa de vereadores petistas foram sancionadas. Destas, 10 são de iniciativa de nosso colega vereador Emílio Neto, vereador que mais legislaturas têm participado.

Os temas que enfrentamos foram e são muitos, como muitas são as demandas cotidianas. Mas alguns são temas de fundo e que, responsavelmente, merecem nossa atenção. O que determina a pertinência maior ou menor, mantendo a tradição de nossos pais pactualistas, com certeza é o tema da garantia da convivência humana. E, atualmente, este tema, mais do que estar centrado nas relações dos humanos, está pontuado na casa que nos acolhe, nosso planeta terra. Sou daqueles que entendem que o planeta terra já teve história sem a civilização humana; está tendo uma história com a presença da civilização dos humanos; poderá continuar sua história sem a presença de nossa civilização. Dependerá das obrigações responsáveis cristalizada em leis e regras que possam garantir um ambiente com a nossa presença, pois a nossa presença, está apontando para um caminho de inviabilizar a nossa existência.

O tema do cuidado com o nosso meio-ambiente e a preservação do planeta emerge como o tema central de nossa atuação, inclusive aqui em nossa municipalidade. As boas lembranças e reconhecimentos de nossa atuação sempre se pautaram pela responsabilidade e esta exige que coloquemos o tema da nossa sobrevivência no planeta: s superação das queimadas, a reciclagem e o reaproveitamento do lixo, o tratamentos de nossos resíduos líquidos, a rearborização de nossas urbes, a diminuição no consumo exagerado e tantos outros temas correlatos devem primar nos interesses sociais dos diferentes e diversos segmentos de nossa população canoense.Vida longa ao Legislativo Canoense, fruto de felizes memórias e permanentes responsabilidades!